
Uma reflexão a Rubens Barrichello
A temporada de 2009 da Fórmula 1 está mostrando uma característica cada vez mais presente no piloto brasileiro, Rubens Barrichello, mais chamado de Rubinho: reclamações demais, o popular choro. Gosto do Rubinho e o considero um grande piloto (não só eu, como muitos jornalistas especializados mundo afora), mas ele está ficando chato. Rubinho chora muito! E já está na hora dele ser humilde e assumir os erros. A responsabilidade principal de seu resultado é dele mesmo. Até agora (24.06.2009) o momento mais polêmico (para não dizer espalhafatoso) de Barrichello no ano, aconteceu no GP de Sakhir, Bahrein, 4ª prova do mundial, no dia 26 de abril. Disputando posição com Nélson Ângelo Piquet (Nelsinho), ele simplesmente reclamou (durante a corrida e, depois, em entrevistas) do compatriota querendo que Piquet abrisse para ele passar. Um absurdo, afinal de contas ambos estavam disputando posição e Nelsinho não era retardatário. Estava em jogo o trabalho de cada um ali e cada um que lutasse por fazer o seu da melhor forma. O que Nelsinho fez foi defender o seu “ganha pão”. Se não mostrasse trabalho, provavelmente seria demitido nessa corrida. Ponto para Nelsinho! A melhor corrida que ele fez no ano, até o presente momento! Além da disputa de posição, Rubinho novamente pisou na bola defendendo a opção de suas paradas nos boxes (quem dá a palavra final de quantas paradas devem ser feitas durante um Grande Prêmio é sempre o piloto). Na ocasião o piloto brasileiro fez três paradas, mesmo estando mais rápido que os demais pilotos a sua frente, depois que ele fez a 2ª parada. Com certeza, em situação normal, não havendo atropelos, se Barrichello tivesse feito apenas duas paradas ele teria chegado ao pódio (entre os três primeiros colocados). Com três paradas, o piloto da Brawn GP terminou a corrida apenas na 5ª posição.
A história que eu acabei de contar a vocês é apenas um exemplo de como Rubinho está precisando se valorizar mais e não achar que a responsabilidade de seus resultados é do outro ou dos outros. Por favor, Rubinho, repito és um grande piloto! Mas precisas reconhecer seus erros e suas limitações. Todos nós temos! Quem mais vai ganhar com isso é você! Não precisa você conseguir ser campeão de Fórmula 1 para ser um vitorioso. Pela pessoa legal, pelo grande profissional e por tudo que você já conquistou, és um vencedor sem a menor dúvida!
A história que eu acabei de contar a vocês é apenas um exemplo de como Rubinho está precisando se valorizar mais e não achar que a responsabilidade de seus resultados é do outro ou dos outros. Por favor, Rubinho, repito és um grande piloto! Mas precisas reconhecer seus erros e suas limitações. Todos nós temos! Quem mais vai ganhar com isso é você! Não precisa você conseguir ser campeão de Fórmula 1 para ser um vitorioso. Pela pessoa legal, pelo grande profissional e por tudo que você já conquistou, és um vencedor sem a menor dúvida!
Texto de Eduardo Maia, jornalista (DRT-PE: 3.444) – 27.04.2009 (atualizado em 24.06.2009)
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